Devocional 2 Coríntios 7: O Arrependimento que Produz Alegria
Devocional 2 Coríntios 7: O Arrependimento que Produz Alegria Reflexão sobre 2 Coríntios 7: a diferença entre a tristeza do mundo e o arrependimento que salva, e o valor de edificar o espírito do próximo. Topics: devocional, .
Devocional 2 Coríntios 7: O Arrependimento que Produz Alegria
O devocional de hoje encontra-se no livro de 2 Coríntios, capítulo 7, e foi isto o que aconteceu.
Sinopse: Neste capítulo, Paulo escreve na sua segunda carta à igreja de Corinto, manifestando a sua profunda alegria ao saber que a tristeza segundo Deus levou a comunidade ao arrependimento genuíno diante das aflições que ele enfrentou. Além disso, relata como foi consolado ao ver o espírito de Tito reanimado e fortalecido pelo acolhimento caloroso dos irmãos.
Observações
Estas foram as minhas observações.
- A alegria genuína decorrente do arrependimento do próximo. O sentimento que Paulo descreve ao saber que os coríntios se entristeceram de forma piedosa com as suas privações, conduzindo-os ao arrependimento dos seus pecados, é incomparável. Quando compartilhar as próprias aflições ajuda a aproximar o próximo de Deus, isso é uma bênção que comprova a habitação do Espírito Santo em nós. Manter o bom ânimo perante as adversidades e continuar a manifestar os frutos do Espírito — amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio — é uma capacidade concedida apenas àqueles que andam no Espírito (João 16:33 e Gálatas 5:22). Ao presenciarem essa serenidade diante das provações, os que nos rodeiam sentem-se tocados e admirados. A maioria daqueles que vivem unicamente para saciar os impulsos da carne não consegue lidar com as tempestades da vida dessa maneira, pois colocam os seus tesouros nas coisas terrenas, enquanto os fiéis seguidores de Cristo acumulam tesouros nos céus (Lucas 12:34). Essa certeza gera uma paz interior, consolo e esperança que o mundo desconhece. É exatamente esse testemunho autêntico que desperta nos incrédulos o desejo de conhecer a Deus, pois somente o Senhor é capaz de acalmar e restaurar todo o nosso ser em meio às tribulações (Salmo 34:17–18).
- A importância de fortalecer o espírito do próximo. Paulo também ressalta o imenso impacto da recepção e do afeto com que a igreja acolheu Tito, seu companheiro de ministério. A comunhão com os irmãos não apenas revigorou o espírito e a fé de Tito, mas encheu o seu coração de profunda alegria (2 Coríntios 7:13). Isto não nos deve surpreender, pois sabemos quão transformador é o encorajamento mútuo. Todos nós guardamos a memória de momentos em que o cuidado de alguém fez toda a diferença em nossa caminhada. Para nós, seguidores de Cristo, essa preocupação com o outro vai muito além da simples cordialidade: Jesus ordenou-nos amar o próximo como a nós mesmos (Mateus 22:39). Esse é um amor sacrificial muito superior aos afetos deste mundo, que habitualmente se restringem àqueles de quem gostamos. O chamado de Cristo é radical: Ele ensinou-nos a amar até mesmo os nossos inimigos (Mateus 5:44). Esse amor incondicional é o traço distintivo do cristianismo. Seguimos um Deus que Se fez homem, viveu sem pecado e Se entregou voluntariamente para nos redimir (João 3:16), perdoando os Seus próprios algozes na cruz (Lucas 23:34). Devemos, portanto, honrar a Cristo amando-nos mutuamente. A comunhão sincera fortalece a alma de cada irmão nesta caminhada terrena, onde viver fielmente o evangelho atrai desafios e oposições.