Devocional Lucas 18: Parábolas, Humildade e a Fé que Cura
Devocional Lucas 18: Parábolas, Humildade e a Fé que Cura Estudo de Lucas 18: a oração da viúva, a atitude do fariseu vs. o publicano, o perigo das riquezas e a fé necessária para vivenciar milagres. Topics: devocional, .
Devocional Lucas 18: Parábolas, Humildade e a Fé que Cura
Estava meditando no livro de Lucas 18 e primeiro temos a parábola do Juiz iníquo que não é temente a Deus e não respeita ninguém. Ele ignorava a tempo inteiro o caso de uma viúva com o seu adversário, até que um dia decidiu julgar este caso para que ela não importune a vida dele mais tarde.
Aqui conseguimos ver que esse juiz apesar de não ser temente a Deus, de certa forma ele sabe que se continuar a causar angústia e sofrimento na vida dessa viúva, mais cedo ou mais tarde, ele terá consequências. Pois até não crentes sabem que acreditando em Deus ou não, as leis Dele ainda regem nesse universo. É como aquelas pessoas que não acreditam nas leis da física (a lei da gravidade, por exemplo). Só porque não acreditas nela, não quer dizer que não és afetado por ela. A lei de causa e efeito funciona para todos nós, independentemente, das nossas crenças. E todas essas leis foram criadas pelo legislador dos legisladores. Também percebemos e soubemos que Deus escuta as aflições daqueles que clamam por ele e os socorre por intervenção divina julgando os perversos
Segundo, temos a parábola do Fariseu e do Publicano (cobrador de impostos e taxas do império romano). Aqui, podemos observar como a soberba, a arrogância e o complexo de superioridade nos afasta cada vez mais de Deus, mesmo quando parece que estamos a fazer a coisa “certa”. Digo isso, porque, nessa parábola, tanto o fariseu como o publicano estavam orando a Deus. Contudo, havia um contraste na forma que oravam e isso fazia toda a diferença. O fariseu orava vangloriando-se enquanto menosprezava os outros que, supostamente, não são “justos” como ele. Enquanto que o publicano orava como pecador, reconhecendo os seus pecados, se arrependendo deles e pedindo perdão por eles. Por causa disso, Deus ouviu a oração do publicano, que, “supostamente”, cometia mais pecados que o fariseu e não a do fariseu. Porque não é a quantidade de pecados ou tipo de pecado que interessa na hora da oração, mas, sim, o arrependimento e o busca pelo perdão. É dizer, a humildade perante as nossas falhas é que nos aproxima de Deus e não a arrogância. Daí o provérbio que diz: porque todo aquele que se exalta, será humilhado; e todo aquele que se humilha, será exaltado.
Terceiro, Jesus abençoa as crianças e critica os discípulos que não queriam deixar as pessoas passarem (crianças, inclusive). E Jesus os repreende e explica que só aqueles que aceitarem o Reino de Deus como as crianças, na realidade, é que herdam o Reino de Deus. Essa passagem aqui pode se interpretar de várias formas, pois as crianças têm inúmeras características que as diferem de outros seres humanos: curiosidade, olhar puro ao enxergar a realidade, não julgam com malícia no coração, são alegres, têm um coração leve e não guardam rancor, querem honrar os seus pais (um dos mandamentos), etc.
Eles observam, naturalmente, muitos dos mandamentos e não têm preconceitos e vícios que os façam rejeitar Jesus Cristo—ainda têm um coração mole preparado para ser transformado pelo Espírito Santo 😇
Quarto, o homem rico que pergunta a Jesus o que ele precisa fazer para ganhar Reino de Deus e Jesus responde que precisas cumprir os mandamentos: “não adulteres”, “não mates”, “não furtes”, “não prestes falsos testemunhos”, “honres o teu pai e mãe”, etc. A isso o rico responde que ele já observa esses mandamentos todos desda a sua juventude. Então, Jesus lhe manda vender todos os seus bens, e distribuir todo o seu dinheiro aos pobres, depois venha e siga-o. Ao que o Rico percebendo que tinha uma imensa fortuna desanimou-se. Jesus percebendo o desanimo de jovem rico, afirma que é mais fácil um canela passar pelo fundo de uma agulha do que um rico entrar no Reino de Deus.
O que realça algo sobre uma conversa que já tivemos sobre isso antes. Que quanto mais facilidades (e.g., riqueza, beleza, fama, estatuto, etc.) temos aqui neste mundo, menos pensamos que não necessitamos Deus. Pois a vida nos corre bem e tudo parece mais fácil. Essas facilidades cegam a nossa visão espiritual. Pensamos que temos tudo no papo, sob controle e mesmo que algo dê errado podemos usar uma dessas facilidades para conseguir o que queremos. Nos esquecemos que onde o nosso coração está em onde a ajuntamos a nossa riqueza. Se tivermos os nossos corações fixados nas coisas desse mundo, vamos acumular riquezas aqui e renunciar as riquezas no mundo vindouro. Mas se fizermos o inverso, não só teremos inúmeras bênçãos aqui, receberemos maior riqueza no mundo porvir.
Por último, a cura do cego em Jericó. Podemos perceber que Jesus apesar de ter a capacidade de curar as pessoas, não curou toda gente enferma. Ele só curou aquelas que tinham fé e acreditavam que Ele através de Deus era a pessoa que poderia os curar. Isso nos mostra que até para observarmos milagres nas nossas vidas, o pré-requisito número um é acreditar que Deus pode fazê-lo. Se não acreditamos nessa crença, não haverá milagre nenhum. O que nos mostra que, em todas as situações, até mesmo quando precisamos de ajuda milagrosa de Deus, temos que ser agentes ativos e não passivos para obtê-lo. Não podemos simplesmente esperar que as coisas acontecem—até com os milagres que será feitos por Deus, precisamos de querer a Sua Ajuda, acreditar que Ele pode solucionar esse problema, e pedir ajuda. Sem isso, nada feito.